04/01/2012

Meu "VÉIO"

Me vi no direito de roubar esse texto do meu irmão...
Porque não tenho palavras pra descrever o que você significa pra mim...
Não tenho palavras pra agradecer o que você fez por mim...
Não tenho palavras para expressar como eu me sinto diante de tudo isso...


Eu queria me desperdir

sentar na mesa de domingo,

ouvir você me falar do jogo,

perguntar como ia minha vida.

Eu queria poder ficar mais próximo,

voltar atrás em todas as vezes que errei com você.

Eu queria poder sorrir,

e ver teu sorriso me acender novamente.

Eu só queria ter você de pé outra vez,

te pegar nos braços e correr,

jogar futebol até perder o fôlego,

ouvir você me ensinar a ser forte, rápido e feliz.

Mas agora é tarde;

voce saiu da minha vida,

entrou na minha história,

e deixou sua marca eternamente em meu coração.

Trago seus traços em meu rosto,

teu jeito na minha personalidade,

seu brilho em meus olhos

e sua falta ecoa em meu peito.

Bons dias passei ao teu lado.

talvez nunca tenha dito,

mas tenho orgulho de falar de você para meus amigos

e nunca terei de vergonha de dizer que eu te amei.


Mesmo que você ainda esteja aqui com a gente, deitado naquela cama, sem poder expressar o que sente, o buraco no peito pela sua falta é imenso...

Te amo demais meu vôzinho, e sempre te amarei...


11/10/2011

...




Eu perdi um pedaço de mim,
Perdi a essência da minha alma,
Perdi o rumo, o prumo, perdi minha direção no mundo,
Quando me vi diante do fim.
Perdi meu amor próprio, perdi a vontade de viver,
Perdi minha alegria,
Perdi você...
Só não consigo perder esse amor que sinto
Tão forte e ardente...
Ninguém tira...nada acaba, ninguém destrói
o meu amor por você!
Mesmo com a dor, a magoa e tristeza,
Ele ainda existe
Persiste em viver,
E Insiste a cada dia
Que ainda quer você.

Cicilia Soares

Apenas...

Por estes dias aprendi....

- Que, às vezes, devo deixar de lado um pouco da seriedade que a vida me exige todos os dias e olhar pro céu, sentir o perfume das flores, ligar para um amigo, senti o abraço apertado de alguém que se importa comigo;

- Que muitas vezes, por mais que esteja com a razão, devo renunciá-la para que haja pacificação;

- Que devo ser educada o suficiente para derrubar em suas próprias argumentações aqueles que não são;

- Que em muitas situações o que preciso é somente ter alguém ao meu lado segurando a minha mão e sentindo o meu coração;

- Que na vida as melhores coisas se passam na caminhada para alcançar objetivos e não na conquista do mesmo;

- Que não posso controlar as tristezas, mas posso escolher minhas decisões diante dela;

- Que as pessoas não são perfeitas, que o amor nao tem nada de cego, pelo contrário, nos abre os olhos;

- Que somente com o passar de um bom tempo algumas feridas serão totalmente cicatrizadas e talvez deixaram marcas eternas em mim;

- Que devo aproveitar cada segundo da minha vida, talvez ele pode ser o último;

Os sentimentos que agora invadem...

Neste dia, aqui dentro de mim, confundem-se os sentimentos.
Parecem que simplesmente não ligam-se, não conseguem encontrarem-se no peito...
Pulsam por garganta a fora a procura da solução. E qual seria ela?
Aqui dentro surge uma dor.
Não é uma dor desesperadora, que faz perder os sentidos, ou que faz "chutar o balde", desistir...
Não é essa que sinto. Não essa aqui.

Ela não deixa com tais sintomas, mas leva a uma reflexão dura sobre a vida.
E sei que este seria um bom momento para isto. Talvez o melhor.
Há grandes razões aqui dentro para tomar atitudes loucas ou inesplicáveis. Mas há também uma busca pela resposta pra esse anseio do coração, para a necessidade de encontrar o balsámo que trará um novo sentido ao viver.
Esta dor que agora parece ter rasgado por dentro, não é uma tristeza ou uma forte alegria... Não. Não é. Simplesmente é mais uma das sensações inesplicáveis que surgem dentro da alma, mudando totalmente o jeito e maneira de ser e viver...
Pulsa, rasga, dói, mas muda o ser.
Ao mesmo tempo que assim faz, cura, restaura, vivifica.

Não deixa a vida parar. E nem pode fazer isso. Não pode se parar de viver pra consertar coisas pendentes no meio do caminho. Conserta-se andando e vivendo.
Aqui dentro começa a se formar e a se conceber algo novo onde outrora era registrado negativamente antigos atos e sentimentos.
Aqui tudo está prestes a virar de "cabeça pra baixo"
Aqui dentro tudo está mudando.

Decepção...


Em algum momento da vida, alguém pede para ser seu amigo, seu confidente ou seu amor...
Seu coração, então, rende-se ao encanto das palavras pronunciadas, das ações realizadas, das promessas feitas.
Acontece que este mesmo coração começa a gerar expectativas sobre tais fatos, sobre o que outro coração lhe faz sentir, lhe faz sonhar... Essas ansiedades acabam sendo frustadas quando percebe-se que esta pessoa não é tudo aquilo que se imagina que seja.
E o interessante é que quando se da conta, estar-se totalmente envolvido com esse tal sentimento: a decepção.
Vale relatar que sempre iremos nos decepcionar com as pessoas, porque na verdade elas não são tão perfeitas. Até porque ninguém é perfeito. Todos temos falhas e estas nos tiram a perfeição e nos fazem de algum modo decepcionar a alguém.
Diante disto, então, vivamos a vida com intensidade, caminhemos olhando para frente, passando por cima das pedras e vencendo os obstáculos que nos são lançados.
Saíamos da toca, do lugar que nos causou frustação.
Vivamos.
Ação e reação!
Esta é a melhor solução.

Era uma vez...


Era uma vez uma menina que não acreditava que era capaz de viver o amor, ela amava, mas não vivia. Um dia ela se deixou convencer de que poderia viver o amor. Por alguns meses a menina se deixou enganar e quando acordou, estava em um buraco.

A menina ficou triste, muito triste, até se cansar de ficar triste, e sair do buraco. E a menina começou a perceber que para os outros havia um prazer na queda, que as pessoas saiam de um buraco e logo caiam em outro. As pessoas gostavam daquilo...

Para os outros no final havia mais amor do que buraco, para ela no final só havia o buraco. E viveu para sempre como uma menina que não acreditava que era capaz de viver o amor, e que se sentia estranha por não gostar de cair em buracos.

10/10/2011

Sobre dor e coração


Eu nunca tinha sentido essa dor, eu sempre ouvi dizer, mas comigo nunca tinha acontecido, eu achei que já, mas agora sim eu a sinto, e bem como dizem, você sabe quando essa dor é a verdadeira.
Eu sinto essa dor toda vez que eu penso em você, eu sinto essa dor toda vez que vejo qualquer coisa que me lembre você e principalmente, eu sinto essa dor quando eu vejo as palavras que eu queria ouvir de você sendo ditas a outro alguém.
De tanto ouvir falar, achei que estaria preparada, mas não, isso me pegou de surpresa, e simplesmente tomou conta, é uma coisa tão intensa que não se encontra o foco, dizem que vem do coração, então quero arrancar meu coração, tento e não o encontro, você deve ter levado quando partiu. A dor deve ser porque ele não esta mais onde deveria estar, nada parece estar no lugar correto mais, meu coração esta com você, minha cabeça esta em você, meus dias são pra você, minha vida é sua, só sua, e eu não a quero de volta se você não estiver ao meu lado, pode ficar ai com a agora "nossa vida" com o meu coração, quem sabe um dia a dor me deixe, vá para outro lugar, já que eu mesma não estou, essa dor não percebe que esta sozinha, essa dor não sabe que é a solidão...

27/09/2011

DESPEDIDA


Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre,
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir,
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual
a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis,
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente,
e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’
propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos,
que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.

Martha Medeiros

22/09/2011

Aprendi...


"Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém;

Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e Ter paciência, para que a vida faça o resto.

Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las.

Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos.

Que posso usar o meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando.

Eu aprendi...Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida.

Que por mais que se corte uma pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho.

Aprendi... Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência.

Mas, aprendi também que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei.

Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles.

Que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sente.

Aprendi que perdoar exige muita prática.

Que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.

Aprendi... Que nos momentos mais difíceis, a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.

Aprendi que posso ficar furioso, tenho o direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel.

Que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso.

Eu aprendi que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, e que eu tenho que me acostumar com isso.

Que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro.

Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso.

Eu aprendi... Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto;

Aprendi que numa briga preciso escolher de que lado eu estou, mesmo quando não quero me envolver.

Que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem.

Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também. Isso faz parte da vida.

Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes.

Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio.

Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério.

E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos.

Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre.

Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.”

William Shakespeare